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Postagem de Teste Número Cinco

Os ministros indicados por Bolsonaro se reuniram nesta quinta na sede do governo de transição. Após a reunião, Onyx Lorenzoni afirmou, sem dar detalhes, que os futuros ministros apresentaram pelo menos duas propostas cada.


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Segundo ele, essas propostas serão levadas a Bolsonaro neste final de semana. Caberá ao presidente eleito selecionar as que serão apresentadas como ações do próximo governo.
A intenção, informou Onyx Lorenzoni, é que sejam apresentadas ao menos 22 propostas prioritárias.

“As medidas que nós estamos identificando são aquelas que o governo vai apresentar à sociedade para construir um conjunto, no mínimo, de 22 propostas, que são as entregas que nós queremos fazer nos primeiros 100 dias [de governo]. Tanto que tem uma data [na agenda de governo] que é o balanço dos primeiros 100 dias, onde nós queremos mostrar todas as realizações que o governo fez”, afirmou Onyx.

Sem dar detalhes, Onyx afirmou que o próximo governo vai “promover logo nos primeiros movimentos” uma revogação de uma “série de instruções burocráticas que infernizam a vida de cada homem e mulher no Brasil”.

Entre as revisões que, segundo Onyx, serão feitas, estão reduções de subsídios. O futuro ministro, no entanto, não detalhou quais subsídios serão cortados.

“Com critério, os ministérios vão estudar com profundidade para iniciar lenta e gradualmente um processo de redução de subsídios”, declarou.

Sem quantificar, o futuro ministro da Casa Civil afirmou que os ministérios também vão analisar corte de cargos comissionados.

“Entre a administração direta, que são 23 mil cargos em comissão, e administração indireta, entre cargos em comissão e funções gratificadas, o Brasil tem 120 mil funções. Não há paralelo no mundo. Há uma determinação do presidente Bolsonaro no sentido de que, com critério e estudo, cada ministério [cortará cargos], ainda não está definido o volume dos cortes, mas não é razoável [o alto número de cargos em comissão]", afirmou.

Onyx acrescentou que existem “inúmeros órgãos” no aparelho governamental com funções sobrepostas e que o futuro governo pretende acabar com “aquilo que é disfuncional” e “focar” na melhoria da qualidade da prestação de serviços.

Reforma da Previdência
Questionado sobre quando o governo apresentará uma proposta de reforma previdenciária, Onyx não estipulou um prazo.

“Está cada vez mais madura [a proposta]. Os grupos estão muito afinados. No momento certo, quando o presidente comandar, ela vai aparecer”, disse.

O indicado por Bolsonaro para a Secretaria de Governo, general Santos Cruz, também foi questionado sobre a reforma.

O futuro ministro disse que é uma pauta “importante” e que os detalhes ainda vão ser definidos.

Para Santos Cruz, a reforma da Previdência é uma “questão matemática” que precisa ser “resolvida”.

Silêncio sobre Queiroz
Além da reunião sobre ações prioritárias, os futuros ministros participaram nesta quinta, pela manhã, de um curso sobre administração pública e orçamento.

Segundo Onyx Lorenzoni, em nenhum dos dois momentos, os ministros conversaram sobre a entrevista ao SBT concedida por Fabrício Queiroz, ex-motorista do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Ao ser questionado sobre o assunto, Onyx afirmou: “Eu não vou falar sobre isso, não me cabe falar sobre isso”.

O futuro ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, também evitou falar sobre a entrevista. Disse que não acompanhou, mas que este tema “não é um assunto de governo”.

“Qualquer pessoa pública tem que esclarecer aquilo que for duvidoso sem dúvida nenhuma. Isso é normal”, disse.

“Isso aí não é um assunto de governo, né? Apesar do sobrenome, por ser filho do presidente, sempre tem um reflexo. Mas não é um assunto de governo, é de um parlamentar. Pela relação de parentesco, você pode ter uma consequência qualquer. Mas tem que separar as coisas”, completou Santos Cruz.

Em entrevista ao SBT, Fabrício Queiroz afirmou que parte dos recursos veio da compra e venda de veículos. Ele também disse ser um “cara de negócios”.

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que o ex-motorista movimentou R$ 1,2 milhão em uma conta bancária durante um ano. As operações foram consideradas atípicas pelo órgão.
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